quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Casamento do avesso



Leitoras do Cá Aqui. Por um acaso, vocês já souberam de uma casamento em que o noivo não conseguia ficam em pé de tão bêbado? E a desculpa, foi: “eu precisava ficar mais calmo. Toca aqui!”. Ou que a noiva, logo na entrada da igreja, pronta para que as portas se abrissem, lembrou que esqueceu de fazer as unhas? Como entrar com as unhas vermelhas de 15 dias atrás? Ou então que um número circense entrasse no lugar do padre? Quem reza a missa? Aliás, quem casa dessa forma? EU. Eu casei assim nessa madrugada, durante os meus sonhos. Outras coisas horripilantes aconteceram como: ao caminhar pela nave, as pessoas bocejavam e, de tão cansadas, não conseguiam levantar de seus lugares para conferir a entrada triunfal daquele que, ao menos uma vez na vida, é o centro das atenções; as crianças faziam guerras com a decoração de flores e eu só pensava nas minhas unhas. Como estender a mão direita para que o meu par colocasse a aliança? O filme da lembrança eterna e permanente sairia uma bosta, porque a câmera focaria bem naquela que estava lascada de vermelho, certeza. Como diz uma conhecia: “unha lascada é unha de puta podre, portanto, cuidado garotas!”. Desde então, presto a maior atenção ao primeiro sinal de que o esmalte vai levantar. Bom, esse pesadelo seguiu até o momento em que acordei com um sonoro “Úhhh” – e vai saber o que isso quer dizer, né? Gente, o babado era tão real, todas as pessoas que eu conhecia estavam presente, que o “Úhhh” só pode ter sido pra espantar aquele mal entendido pra sempre do universo. Não sei quais acontecimentos marcaram meu inconsciente para me levar a passar por um troço desses. Ok, o noivado foi um deles. Mas acabar misturando um momento tão lindo e especial com o filme "A Noiva do Chuck" é de morrer! Ah! E meu vestido parecia um carro alegórico de alguma escola de samba nível 3. Do terror à Sapucaí. Quer dizer, só mandando um belo e audível affff…

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